domingo, 26 de setembro de 2010

Qual é a Tua? 


Autor: Carlos Ribeiro

Ao longo da minha vida já vi passar muita coisa diante dos meus olhos. A história de uma nação tem sido escrita por uma geração após a outra. De vez em quando surge um movimento agitando o país e fazendo história, dando motivo para apelidar cada geração. Algumas vezes, a geração passa de forma apagada, sem fazer nenhuma alteração no curso da história, mas ainda assim quem vive antenado percebe as mudanças no seu nascedouro e logo identifica a geração. Vejamos alguns dos mais famosos:


• Geração dos cabeludos: apareceu na era do sucesso dos Beatles. Abriu espaço para a revolução tecnológica e artística.


• Geração Woodstock: também chamados de Hippyes: Veio com o lema “PAZ e AMOR”, Acreditava que a fuga para as drogas resolveria todos os problemas.


• Geração Universitária: Tentava combater o domínio da Ditadura Militar, usando recursos denominados subversivos, tais como movimentos culturais, protestos e passeatas. Chegaram a utilizar recursos antiéticos como seqüestros e guerrilhas.


• Geração Coca-cola (Sem lenço, Sem Documento): Apareceu como uma sociedade consumista, que freqüentava os shoppings e se deixava manipular pela propaganda. Essa geração não trouxe muita mudança, mas se alastrou com facilidade e implantou um modelo social duradouro. Um modelo que vê a banda passar e não faz nada para mudar.


• Geração Grevista: Veio com o movimento grevista promovido pelos sindicatos de metalúrgicos do ABC paulista. Durante uma década controlou o país com suas greves sucessivas, que forçavam os patrões a atender exigências, nem sempre justas. Seu maior trunfo foi levar o primeiro líder grevista ao cargo máximo de Presidente da República. Fizeram tanta greve que hoje em dia a greve já não faz efeito algum.


• Gerações PUNK, FUNK e PAGODE. Achavam que o mundo melhoraria se pudessem extravasar toda sua fúria com pancadaria e sexo descontrolado. O saldo foi um batalhão de crianças “sem pai”, e “desprezados sociais”. Essa geração tentou desprezar o conceito de sociedade organizada, achando que bastava viver para seu próprio interesse e de sua galera. Muitas dessas “galeras” desembocaram em facções criminosas e gangs de comércio de drogas.


• Geração “Me Engana Que eu Gosto”: Uma geração anestesiada. Ficava se embebedando com o noticiário criminal-sensacionalista, sem perceber que a vaca estava indo pro brejo. Uma geração que nem se apercebeu que os comerciais da câmera deveriam custar uma fortuna e seria lógico que pelo menos umas três pessoas conhecidas deveriam estar comprando uma dessas. Eu acho que estou fora dessa geração, pois andei pesquisando e até descobri que meu filho conheceu uma pessoa que foi mordida por um cachorro que era acostumado a perseguir um carteiro que entregou uma carta numa casa onde o morador tinha uma dessas filmadoras.


Mas tantas mudanças, só fazem fortalecer o efeito do versículo que afirma: “Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.” (1 João 2.17). Acho que é por isso que estou aqui, vendo todas essas gerações passarem. E acho que ainda vou ver outras. O que Deus quer falar para todas as gerações é que o plano de Deus para as gerações está em Salmos 145.4: “Uma geração louvará a outra geração as tuas obras e anunciará os teus poderosos feitos.”

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